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Archive for the ‘Antigo blog …even in the sun’ Category

“é mais ou menos assim… pra uma pessoa ter presença na sua vida, vc precisa dar um espaço para ela entrar na sua vida, e para dar esse espaço vc precisa  confiar nela”

“então, uma das minhas maiores dificuldades é de confiar nas pessoas; como consequência, eu nao abro muito espaço, e elas acabam sendo passageiras, não tendo presença pra mim”

“não é uma coisa tola do tipo “eu nao confio pq fulano é mau/contra mim/ me persegue”; é que é dificil eu achar que vale a pena arriscar”

“sendo passageiro é mais facil, eu não preciso me arriscar”

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É interessante o quanto alguns fatos que acontecem na nossa vida ficam, marcam, e voltam a memória mesmo sem algum dia terem saído dela. São relações, tipos de vínculos, participação em cenas, construção de fatos, história. Eles modificam nosso jeito de ver o mundo, de entender as pessoas; resignificam tudo que já passou e dão um novo significado ao que está por vir.

Quando isso acontece, a pessoa fica com uma percepção diferente da percepção dos outros, e ela consegue defender de dentro, do seu mais íntimo eu, o motivo do que está dizendo, o ponto de vista que está compartilhando, etc. E, ao mesmo tempo que acontece isso, é difícil explicar para os demais o que foi tão significativo na sua vida que o faz pensar de certa maneira e não de outra. Parece que só as pessoas que tiveram experiências que provocaram o mesmo sentimento que o seu é que conseguem entender o que vc está tentando dizer.

Algumas pessoas, por mais que a gente consiga explicar o que nos foi tão importante, simplesmente nunca vão entender, porque tem algo da experiência que é único.

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As relações humanas sempre me fascinaram. Fosse de um jeito ou de outro, acho que nunca consegui entendê-las, apenas sentir.

Lembro quando lançou Lost In Translation e, embora tivesse saído do cinema com a maior angústia do mundo, tinha certeza que era o melhor filme que já tinha assistido até então. Passei muito tempo sem entender o que me atraía tanto e ao mesmo me entristecia cada que vez que via. Era algo muito verdadeiro e, de tão verdadeiro, incômodo. Algum tempo depois, comecei a achar que o que tornava o filme fabuloso era a solidão; solidão dos personagens principais, solidão mesmo quando se relacionavam, como se esta fizesse parte do humano, e fosse algo intransponível.

Acabei de assistir Once. Chorei ao final com pouca clareza do motivo disso. A trilha é triste, sim, mas isso não seria o suficiente para me fazer chorar. Vendo o começo do making of, o diretor fala “Eles ficam juntos, não transam, não consumam o relacionamento… eles quase fazem isso”. Na hora eu lembrei do Lost in translation, e na hora entendi o que permeia esses filmes.

Embora no segundo, Once, os personagens não se envolvam sexualmente, como no primeiro, eles se envolveram afetivamente. Um tipo de envolvimento forte que, embora pudesse ser chamado de amizade, talvez fosse forte de mais para ser apenas amizade. O mesmo ocorre entre a Charlotte e o Bob; poderia ser definido como uma traição de ambas as partes (os dois eram casados), mas era uma relação forte demais para seruma traição.

Talvez o mais fascinante sejam essas relações que não se deixam caracterizar, existem e não existem, são e não são, e terminam. Terminam e não terminam, porque muito embora as pessoas não se encontrem mais, elas sabem que estiveram ali.

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Lá estava eu, novamente rodeada de crianças.

A gente passa um tempão da vida procurando nos entender, e saber o que a gente vai ser quando crescer. São muitas as dúvidas, expectivas… e aí, num dia qualquer, vc se vê em uma situação que já tinha se visto uma vez anteriormente, e aí vc tem certeza.

God put a smile upon my face.

As crianças são muito sinceras, e elas conseguem expressar em silêncio o que estão pensando, sentindo, vivendo. Lembro de uma menina que tinha um olhar triste, e quando eu sorri para ela, ela hesitou, tentou sorrir e parou. Sentou um no chão da sala e ficou lá, sozinha, vendo as demais crianças brincarem. Sentei ao seu lado, sorri novamente, e ela deu um pequeno sorriso. Perguntei seu nome, falei do meu. Uma outra menina um pouco mais desinibida veio e segurou minha mão. Segurei a dela, sorri, perguntei seu nome e falei o meu. Nisso, a primeira segurou minha outra mão bem forte, e as duas ficaram comigo um bom tempo assim. Sugeri que fossemos brincar com os outros, e elas logo levantaram. Depois disso, a primeira menina, mais quieta, ficava ao meu lado, falava comigo, interagia com as outras crianças.

Conheci uma outra, também, na hora do lanche, que não queria comer nada (o que me soa bem familiar). Estavam dando bolachas e ela dizia que não queria. Pelo seu rosto, parecia um pouco assustada, um pouco deslocada. Me ofereci para segurar sua bolacha até que ela sentisse vontade de comer, o que, para minha surpresa, ocorreu logo após me darem a bolacha. Terminada essa bolacha, ofereci outra e ela aceitou. Ofereci suco e ela também aceitou. Até que passou pela minha cabeça que ela era, provavelmente, nova no local. Perguntei e ela respondeu que sim. Impressionante, a gente percebe no olhar delas o que se passa.

Agora eu sei. Agora eu descobri o que eu quero fazer para o resto da minha vida. Agora eu sei.

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Obs.: o nome do blog mudou, verdade. Ele mudou porque eu mudei, porque tudo muda o tempo todo, e a única coisa que permanece é a vontade de ser sempre o mesmo.

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into que já comentei isso aqui… Essa coisa de destino… Eu não acredito, não tem jeito, mas… É engraçado como algumas coisas surgem na nossa vida somente quando a gente está preparado ou se sente capaz de enfrentar.

Hoje atendi a mãe de uma criança, e desde a primeira sessão com ela, notei muitas semelhanças entre ela e a minha mãe, entre o relacionamento entre ela e seu ex-marido e entre meus pais, entre o relacionamento deles com o menino e o relacionamento dos meus pais comigo. Se tal caso aparecesse há um tempo, provavelmente em entraria em pânico devido a semelhança, talvez ficaria contra os pais e pronto, talvez não conseguisse atender de maneira coerente.

Algum tempo de análise e de muito pensar mais tarde, a primeira pessoa que eu atendo é ela. E justamente por ter claro comigo minha história, consigo compreender seu ponto de vista, e até lançar algumas interpretações que ela julgou fazerem todo o sentido. Consigo dizer o que levei anos para entender, e acho que ela consegue me escutar.

É estranho, mas as coisas acontecem na nossa vida na hora em que têm que acontecer. Destino ou não.

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Se não estivesse tão tarde, eu blogava hoje!
Porque a vida é agora, o tempo voa, as pessoas mudam, nada é eterno.

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