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Archive for julho \22\UTC 2011

86 anos

E ela saía em uma Pajeiro TR4 da cor vermelho queimado, e eu dizia:

– Vó, onde vc vai?

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Ah, a vida… Quando a gente menos espera, ela vem e nos surpreende.

Desde ontem estava com a impressão de que deveria ir hoje ao cemitério*. Pois é, aí chegou hoje, o pedreiro, o marceneiro, o encanador, o tempo passou, o rodízio me pegou, e eu não fui. Senti certo aperto no peito, mas não sabia bem o motivo. Pensei que talvez fosse porque há muito eu não ia lá… Mas algo persistia em mim.

Vi, coincidentemente, fotos de pessoas com cachorros pela internet. Vi fotos, muitas fotos. Esse meu hábito de ver com os olhos dos outros…

Estava para desligar o computador quando vi um lacinho vermelho no canto do desktop escrito “Niver Sissi”. Lágrimas e mais lágrimas despencaram dos meus olhos sem que eu pudesse evitar.

Era vc, minha pequenina! Era vc que passou o dia tentando me lembrar que vc faria 14 anos. Que saudade! Que saudade de vc!!! Consigo ouvir sua respiração, e sentir vc vindo ao meu encontro com aquela linguona pra fora, correndo, pronta para pular em cima de mim. Que saudade… Minha princesa, já tão adulta, e tão moleca!

Pra vc, o nosso hino:

“Smile, though your heart is aching
Smile, even though it’s breaking
When there are clouds in the sky
You’ll get by…

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll find that life is still worthwhile if you’ll just…
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you’ll just…

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll find that life is still worthwhile
If you’ll just Smile…

That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying
You’ll find that life is still worthwhile
If you’ll just Smile.” Charles Chaplin

*Na minha família ir ao cemitério não tem uma conotação fúnebre ou triste. A imagem que eu tenho é daquele nosso jardim, em que eu vou algumas vezes no mês, para tentar matar um pouquinho da saudade, para trazer pra perto o que não está mais ao alcance.

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“Amor é futuro à vista” Guimarães Rosa

“A tudo que é transitório soubeste
Dar, com a tua grave melancolia,
A densidade do eterno.” Manuel Bandeira

E então, em uma conversa simples, daquelas corriqueiras e cotidianas em que se encontra um amigo no caminho, na passagem, no atravessar do dia, fico com uma frase que me faz pensar. Pensar…

Eu, que sempre tive aversão a rompimentos, mas que também nunca me vi acreditando em algo eterno, me pego incomodada. De repente, a frase “Fulano é assim mesmo, ele some quando está namorando” parece não ter lugar no (meu) mundo. E o estranhamento todo vem da suposição de que namorar é algo efêmero, pois Fulano vai ficar solteiro e voltará a aparecer na roda de amigos, nas festas, nos botequins. É como se não se pensasse que o Fulano, esse mesmo que dizem que some, pudesse namorar a vida inteira… e, nesse caso, ficaria Fulano isolado e desaparecido por todo esse tempo? Por uma vida inteira? Por sua vida inteira?

Não, não. Amor é futuro à vista. É fazer planos, é sonhar, é imaginar-se velhinho com o outro, é viver no presente tudo o que está por vir, e viver no que está por vir uma outra infinidade de “estar por vir”. Não importa se vai acabar, ou quando vai acabar. Amor é futuro à vista, é o presente com a densidade do eterno.

Concluo isso e me estranho. Sim, me estranho. Eu não conhecia esse meu lado de saber amar.

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Diversas situações, it doesn’t matter. Meio cheio.

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