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Archive for maio \29\UTC 2011

Na sala das crianças de 3 anos, a professora coloca um vídeo da história dos três porquinhos. Todas as crianças atentas, assistindo, até que na cena que os porquinhos estão fugindo do lobo a caminho da casa do porquinho que construiu com tijolos, J segura forte no meu braço e diz com pavor, muito identificado:

– Eles estão vindo para a minha casa!!!!

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A professora fala brava com N, que estava jogando areia para fora do tanque de areia:

– N, vc pensa que aqui é sua casa? Que vc pode ficar fazendo isso?

E então, L, que estava bem afastado grita para a professora J:

– Não, J, aqui é a escola!!!

(N e L tem 2 anos)

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Eu nunca me considerei muito boa com as palavras. Eu sei, bobagem minha, bobagem para quem consegue escrever um poema tão “de dentro” como eu consegui quando tinha 7 anos e mal conhecia a escrita…
Nesses dias tenho me surpreendido. Parece que após longo tempo de suspensão, minha capacidade poética de ver a vida voltou. Então, compartilho aqui uma frase que escrevi e que gostei de tê-la escrito em relação a frase (O samba é a procura de dois corpos) que o professor disse.

“pois é, daqueles dois corpos que não se cansam de se procurar, mesmo com as vidas andando juntas”

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“Tudo tem seu tempo”. Sempre pensei nessa frase no sentido de que as coisas tem um tempo para acontecer, algo como a música:

“To everything, turn, turn, turn
There is a season, turn, turn, turn
And a time to every purpose under heaven” (The byrds)

Mas acabo de me dar conta, e talvez tenha demorado para me dar conta, de que as coisas não têm só um tempo para acontecer; elas também acontecem durante um tempo, elas têm uma duração, elas têm o tempo delas.

O final do dia não chega mais rápido se ficarmos olhando no relógio; os ponteiros do relógio têm uma medida exata que se repete infinitamente, sempre da mesma forma. Então, olhar para o relógio não faz o tempo acelerar, porque o tempo do relógio tem seu tempo próprio de marcar as horas. E o final do dia vai chegar, não importa o que vc faça, porque ele tem um tempo para acontecer.

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Parents

Será que algum dia vocês vão me entender?

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B. encosta em uma árvore, olha pra mim e diz “eu sou o lobo maaaaal!!!”. Cantando “eu sou o lobo mal, lobo mal, lobo mau, eu pego as criancinhas pra fazer mingal” dirige-se a L., que estava fazendo um bolo de areia. B. diz com voz grossa e cara feia “uma criancinha!!!! Vou fazer mingal!!!” e L., tranquilamente olha para B. e diz “tem uma criancinha ali, ó, pode ir lá pegar”.
(B. e L. tem 3 anos)

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E então a pequenina de 3 anos mais criativa da escola, que consegue montar toda uma brincadeira só com a imaginação chega pra mim com um pote de areia e:
– Pra vc!
– Pra mim? Poxa, que legal, L.! Mas me diz, o que é isso?
– Um pote com areia.

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