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Archive for abril \29\UTC 2010

Um artista britânico está fazendo sucesso ao montar cenas do cotidiano com bonecos em miniatura, tendo como palco as ruas de várias cidades europeias.

O artista, conhecido apenas como Slinkachu, de 31 anos, lançou seu projeto “Little People” em 2006, espalhando as miniaturas pelas ruas de Londres. Desde então, ele já realizou o trabalho em outras cidades da Grã-Bretanha, Itália, Espanha, Noruega e Holanda.

Depois de instalar e fotografar as miniaturas, Slinkachu as deixa onde estão. Segundo o artista, o objetivo do trabalho é incentivar os cidadãos a se conscientizarem mais sobre o mundo que os rodeia. “Quero que as pessoas sintam empatia com meus minipersonagens”, diz.

“As cenas tentam refletir a solidão e a melancolia de viver em uma grande cidade”, afirma.

A obra de Slinkachu pode ser vista em seu blog e no livro “Tiny People in the City”. O artista também participa de uma exposição coletiva no Castelo de Belsay, no norte da Inglaterra, a partir do sábado.

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Judy wrote the saddest song
She showed it to a boy in school today
Judy, where did you go wrong?
You used to make me smile when I was down
Judy was a teenage rebel
She did it with a boy when she was young
She gave herself to books and learning
She gave herself to being number one
Judy, I don’t know you if you’re gonna show me everything
Judy, I don’t know you if you’re gonna show me everything

Judy got a book at school
She went under the cover with her torch
She fell asleep till it was morning
She dreamt about the girl who stole a horse
Judy never felt so good except when she was sleeping
Judy never felt so good except when she was sleeping

Judy, let’s go for a walk
We can kiss and whatever you want
But you will be disappointed
You will asleep with ants in your pants
Judy, you’re just trying to find and keep the dream of horses
And the song she wrote was Judy and the Dream of Horses
Dream of Horses
You dream of horses

The best looking boys are taken
The best looking boys are staying inside
So Judy, where does that leave you?
Walking the street from morning to night
With a star upon your shoulder lighting up the path that you walk
With a parrot on your shoulder, saying everything when you talk
If you’re ever feeling blue
Then write another song about your dream of horses
Write a song about your dream of horses
Call it Judy And The Dream Of Horses
Call it Judy And The Dream Of Horses
You dream of horses

– Belle and Sebastian

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O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; (…) e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; (…) mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; (…) no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; (…) em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; (…) uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; (…) na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
– Paulo Mendes Campos

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Intimidade

Uma vez ouvi que o mais difícil de um relacionamento era conquistar todos os dias a mesma pessoa. Na época em que ouvi a frase não compreendi direito; talvez não tivesse maturidade, talvez não tivesse idade, talvez não tivesse relacionamentos suficientes para pensar sobre isso. O fato é que a gente cresce, e seja na nossa vida ou na do outro, em algum momento a gente percebe isso.
O relacionamento está ótimo, vcs namoram há 10 anos, e é tão estável que vcs até pensam em casar, e às vezes até já estão casados. E é tudo tão estável que estão os dois acomodados; um acha que o outro é crica em um aspecto e então evita a situação para não lidar com a chatice, o outro pensa que 10 anos é tempo suficiente para soltar pum em um ambiente fechado com a pessoa querida dentro, e ambos vão justificando as atitudes dizendo que é porque eles já têm intimidade, já sabem como o outro funciona… até que um dia um dos dois lembra do começo do relacionamento, ou entra em contato com um outro casal que começou a namorar, e pensa que tudo é legal porque é o começo, mas que a pessoa vai ver o que acontece depois de um tempo! Como se fosse uma sentença de morte.
E nessas, eu me ponho a pensar sobre o amor, a intimidade, os relacionamentos. A princípio eu fico triste, “será que nunca vou encontrar estabilidade, porque quando esta chega o amor acaba? Estabilidade está sempre ligado a um conformismo? E a culpa é mesmo da intimidade?”. E então, em uma fração de segundo sou tomada pela frase que ouvi quando era menor, e… Não! A estabilidade está relacionada ao fato de que o relacionamento não será rompido por qualquer motivo, ele tem uma solidez. Entretanto, para a solidez se manter e aumentar, há que se conquistar, cativar, o outro dia após dia, e apesar de isso ter como base certa intimidade, esta nunca será suficiente a ponto de não ter que cuidar mais do amor, do vínculo, do relacionamento.
Sem dúvida que neste percurso todo dos anos muitas coisas acontecem. Um pode perceber no outro algo que realmente o chateia e para este outro isso ser fundamental, e eles podem até romper por isso… Mas será por isso, e não porque a intimidade é uma merda…

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Se tem uma característica que nunca quero perder na vida é a crítica. Sim, sim, eu sei, muitas vezes a gente parece uma pessoa cricri, eu entendo. Mas acredito que isso vá além da chatice e nos leve além do que nos é dado. Na verdade, eu acho que é a crítica que me permite pensar, ir atrás de um conteúdo para saber mais, entender melhor. Eu não quero criticar no sentido de dizer que algo é ruim/bom e pronto. Eu quero entender como funciona, o motivo de funcionar desse jeito, os resultados/ as consequências. E quero depois comparar com outras coisas e ficar especulando sobre o que seria melhor em tal momento, ou o como poderíamos ir mais a diante. Porque esse é o jeito que tenho para acreditar no que faço, para conseguir continuar fazendo. E estou aberta a novas sugestões!

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E enquanto ela me dizia o quanto ela se sentia sozinha e desamparada, a única coisa que eu conseguia pensar era “eu sei, eu sei”.

The Weepies – Can’t go back now

Yesterday, when you were young,
Everything you needed done was done for you.
Now you do it on your own
But you find you’re all alone,
What can you do?

You and me walk on
Cause you can’t go back now.

You know there will be days when you’re so tired that you can’t take another step,
The night will have no stars and you’ll think you’ve gone as far as you will ever get

But you and me walk on
Cause you can’t go back now
And yeah, yeah, go where you want to go
Be what you want to be,
If you ever turn around, you’ll see me.

I can’t really say why everybody wishes they were somewhere else
But in the end, the only steps that matter are the ones you take all by yourself

And you and me walk on
Yeah you and me walk on
Cause you can’t go back now
Walk on, walk on, walk on
You can’t go back now

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