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Archive for maio \31\UTC 2009

A vida do personagem, depois que ele resolve ser ele mesmo, muda um pouco. Na verdade, muda muito, e talvez essa seja a melhor coisa. Agora, mais do que nunca antes, ele sabe o que ele quer e o que ele não quer. Incrivelmente ele não se sente mais prisioneiro de uma história; novas possibilidades se abrem.

Trabalhos, imagens, leituras, trilhas sonoras. Aos poucos ele vai se apropriando de sua vida. Olhar do banquinho os bastidores não lhe traz mais tristeza, nem angústia. Ele já não está mais lá, ele é diferente de todos ali. Livre para pensar, livre para ser o que quiser.

Ele, de persongem, passa para escritor de sua própria vida, e isso é tudo.

No momento, nem construir outras histórias ele constrói. A vida tem o ocupado muito ultimamente.

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Sexta!

Chove, venta, sua garganta dói e você é a primeira pessoa a chegar no escritório. O chefe não está, e você se sente um pouco idiota também por ter chegado cedo sendo que parece que só você continuou vindo no horário.

A faxineira vem falar com você. Enfim, alguém! E conta sobre uma pessoa doente da igreja, e o que o pastor pensa de tudo.

Feliz sexta-feira para vocês também!

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Russia-c

…here, there, and everywhere…

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Pois é… Outro dia falei aqui que a vida era um show/seriado/programa de tv, e é verdade. Mas tem dia que cansa, e você sente vontade de deixar o elenco todo na mão. Você, como personagem principal, decide deixar aquela trama e partir… Você cansou de ser personagem, parece que as roupas do figurino não entram mais, o sapato está pequeno, e todas aquelas falas do script parecem surreais.

Ali, sentado no banco, esperando para se trocar e entrar em cena, você olha tudo aquilo e pensa que não quer mais. E isso é diferente de tudo que já te aconteceu antes, não é só uma questão de mudar de seriado, ir para outra emissora, fazer um novo papel. É questão de você tomar vida e querer ser você mesmo, sem mais. Sem Will, sem L. Mess, sem Charlotte, sem Joel, sem Marcus, sem Alice.

E nesse ponto em que você se depara com você mesmo, ali ainda sentado, está decidido: você não é nenhum dos seus personagens, você cansou. Você é você mesmo, e por mais que não saiba como continuar, não saiba quem você é, não faça parte de roteiros, não tenha falas programadas e nem audiência, você é você, e é isso que importa agora.

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Como quem não quer nada, na inocência do “vou ver um filme para me distrair”, sentei-me ontem, às 22:30, para ver o filme. Que filme. Logo no começo, as frases já tocam fundo. O filme cresce, vai tomando conta: você sente raiva, pena, amor. Um filme intenso e triste. Nos faz pensar na vida, nas relações humanas, na solidão, na angústia da incompreensão.

“Mas isso tudo não tem só a ver comigo.
Tem mais a ver com esperar por uma pessoa que você sabe que não voltará nunca.
Com o tempo gasto esperando e com as pessoas que você conhece numa sala de espera.”

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E no meu sonho roubavam o meu carro. Na verdade, eu estava em uma garagem quando um cara-mendigo chegou e falou pra eu passar o carro. Eu dei a chave, e uma amiga que estava comigo falou “vc vai dar a chave???”, mas para mim era muito claro: antes o carro do que eu! Vendo meu carrinho ir embora, chega uma criança para mim e fala que eu posso conversar com o ladrão e pedir pra ele deixar na próxima esquina. Era um pouco surreal, mas eu fiz isso, e fiquei com várias outras pessoas esperando meu carrinho, que não chegava.

E então, eu apareço no final do corredor de minha casa com uma outra amiga. De repente, eu vejo um cara passar por nós e falo:

– É o Chico (Buarque)!!!!

Nisso, ele ouve e começa a apertar o passo. Ele fica com a face rubra e eu fico a pessoa mais feliz do mundo.

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