Feeds:
Posts
Comentários

Archive for abril \29\UTC 2009

Orgulho!

Minha Iniciação Científica foi aprovada. Sim, eu cheguei ao fim e aprovaram. E mais: vou poder deixá-la na biblioteca da faculdade para “consultas locais, nacionais ou internacionais”. E além: foi indicada para premiação. 😉

Read Full Post »

9112mar

Fui arrumar uns armários agora pouco e me deparei com alguns álbuns de foto. Na verdade, eu olhei todas as fotos meio por cima, mas teve um, especialmente um, que fez com que eu parasse para pensar, e ver de novo, e pensasse, e visse de novo. Eram umas fotos desde quando eu comecei a surfar até uma das últimas vezes que caí na água. Primeiro que eu fui crescendo, isso dá para ver nitidamente nas fotos, e o surf foi me acompanhando. Segundo que eu olhava, principalmente as de quando eu tinha uns 14 anos, e sentia uma saudade tremenda. Mas acho que dessa vez eu senti uma saudade que nunca tinha sentido antes: eu lembrei, gostei do que vi, queria voltar no tempo, mas não queria estar ali, naqueles lugares, hoje.

Eu não sei se com vcs também é assim, mas em geral, quando eu sinto saudade eu quero voltar, e quero reviver, e quero viver daquele momento em diante. Se sinto saudade de uma pessoa, quero ela comigo, imagino ela comigo. Se sinto saudade de um lugar, quero voltar para lá, conto os dias. Mas dessa vez foi diferente, foi uma coisa “ah, que saudade! como isso foi bom! … mas já passou, não gostaria de voltar a surfar”. E não é por conta de nenhum trauma, nenhuma coisa ruim. Muito pelo contrário, eu senti uma coisa muito boa, muito tranquila, como se fosse de “dever cumprido”; como se eu precisasse passar por aquilo para eu ser quem sou hoje, e não fizesse mais sentido trazer isso para a minha vida agora.

Meus sonhos com o mar, o nascer do sol na praia, o fim de tarde na casa, noites de pizza e baralho, teatro de fantoches de papel, sombra do chapéu de sol, côco, pé na areia, pé no chão, música, violão, palavras cruzadas, Capitães da Areia, cobertor, vendinha, mercado, escolhinha, arrebentação, bancada de areia, Pierre, Érica, Dudu, estrada, cinco da manhã, frio, calor, mar.

“É, filhinha, essas coisas são muito gostosas… depois o tempo passa…”

Read Full Post »

E então, imediatamente antes de dormir me vem uma cena: eu, passando pela alfândega de nova iorque, olhando para trás e vendo todas aquelas cabininhas enquanto tentava entender o que estava acontecendo na minha vida antes de ir buscar a mala na esteira. Sinto, ali, uma liberdade única, jamais sentida antes. Eu não tinha pais, família, preocupações. Eu tinha dinheiro, uma amiga, e 5 dias para fazer o que eu bem entendesse.

Confesso, foi a melhor sensação do mundo. E mesmo lá, ao longo dos dias, nada mudou em relação ao que eu senti. Continuava me sentindo livre para andar por onde quisesse, para tirar foto de tudo, para observar as pessoas, para simplesmente andar, with no direction home, like a complete unknown.

Eu sei, eu posso andar por aqui, tirar fotos, descobrir lugares, mas a diferença é a distância que eu estava, a língua que era outra (o que torna tudo mais divertido e estrangeiro), e a autonomia e liberdade para não ter que fazer nada como faculdade, trabalho, essas coisas. Simplesmente conhecer o lugar, comer na hora que eu quiser, não me preocupar com os riscos uma vez que não moro lá e os perigos são desconhecidos, experimentar comidas, temperos… E sentir o frio.

Lembro também assim que saímos do aeroporto e bateu aquele vento gelado, gelado. Não poderia ser melhor, eu sei. Ainda com o casaco na mão, sentindo o vento e congelando por dentro, eu sabia: aquela era a minha temperatura.

E hoje, voltando da faculdade, descrente do trabalho, todas essas lembranças voltam à minha cabeça. Como eu queria estar lá.

Read Full Post »

“I don’t play because I am a good keyboard player, I play because we love each other” É assim a sua última fala no documentário Wingspan.

E então ela, mesmo sem ser Linda, e ele, mesmo sem ser Paul, mas os dois um pouco Linda e um pouco Paul, se despedem no trânsito.

Ela sente um aperto no peito, e ele desde aquele momento uma profunda saudade.

Eles querem viajar pelo mundo, not on their way back home. Ele quer ir, ela quer ir.

They’re looking for a home in the heart of the country, where the holy people grow. Ela quer ir, ele quer ir.

Ela tem certeza de que pode arriscar, e talvez isso a faça a pessoa mais feliz.

Ele tem certeza de que ela estará lá, e talvez isso o faça a pessoa mais feliz.

And then she plays her life, not only because she has to. She plays her life because they love each other… and they know it.

Read Full Post »

Let me out!

“And love dares you to change our way of
Caring about ourselves”

Read Full Post »

Magic

mundo

“the world has lost her way again, but you are here with me”

Ela sempre gostou do mundo. Sim, o mundo, o globo, a Terra. Quis ser astronauta, ganhou um globo ainda bem pequena, e ficava por horas a fio o observando, imaginando como seria cada lugar.

Depois de certa idade viajou para vários países, conheceu diferentes culturas, pessoas, lugares. E cada um deles parecia especial para ela de alguma forma. E em cada um deles ela parecia deixar sempre alguma coisa sua, como se aquele objeto deixado fosse a sua marca naquele lugar, ou então, fosse algo que ela deixaria para um dia poder voltar.

Sentir-se estrangeira era um grande prazer. Eram ruas, vielas, restaurantes, becos, nunca antes vistos. Adultos, crianças, adolescentes, jovens senhoras, roupas, chapéus, sapatos. Tudo diferente. Tudo observado com grande cuidado, para que nenhum detalhe fosse esquecido.

Ela tinha essa coisa de observar, principalmente as pessoas e seus hábitos. O que ela buscava com isso? Talvez ela mesma. Talvez, talvez.

Read Full Post »

Algumas mudanças na vida acontecem muito abruptamente; a gente não tem tempo de pensar, a gente não imagina que vai acontecer. Elas acontecem e depois parece que tudo que nos resta é  todo o tempo da vida para elaborá-las. Sabe como é: morte de algum familiar, doença, mudança de país. Talvez, tudo parece mais rápido ainda quando se é criança porque se viveu pouco.

Isso serve para coisas mais banais também, como quando você resolve cortar o cabelo, fala uma coisa,  o cabeleireiro entende outra e corta muito além do que vc gostaria. Em poucos minutos vc vira uma pessoa com cabelo joãozinho horrendo, e fica por alguns meses ocilando entre apedrejar o profissional e tentar “dar um jeito” no bicho.

Mas isso passa, viu?! Pode demorar 5, 9, 22 anos!, mas passa! E aí você corta o cabelo curto, entrega nas mãos de deus, e dá certo. E aí vc resolve pegar as troxas e se mudar, e dá certo. E aí vc abandona o emprego, e dá certo. It’s the time of time again.

Read Full Post »

Older Posts »