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Archive for outubro \31\UTC 2008

E depois de muito tempo de independência, tive essa semana dois momentos de cuidados que eu tinha quando criança!

Estava atolada de coisas para fazer, tinha passado dois dias seguidos no computador só digitando, não aguentava nem olhar mais para essa pequena tela. Pedi para minha mãe digitar pra mim enquanto eu ditava e, ao fazer isso, voltei aos meus 10 anos. Trabalho de ciências sobre o corpo humano, trabalho de estudos sociais, meus pais se revezando para digitar em um computador cheio de recursos e programas que meu pai tinha acabado de comprar, tarde da noite sendo que era para entregar no dia seguinte.

Esses dias tenho dormido pouco, ando bem cansada. Mas ontem foi minha redenção: dormi das 17hrs de ontem até às 8hrs de hoje, ininterruptamente. E tudo que eu senti foi minha tia colocando uma meia no meu pé e falando para eu entrar debaixo das cobertas, igualzinho quando eu era criança e dormia assistindo televisão depois de um dia cheio na escola.

Sim, eles poderiam fazer isso com mais frequência se eu pedisse. Minha mãe ia até gostar! Mas o fato é que a gente cresce e aprende a fazer sozinho, e vai fazendo… vai dependendo cada vez menos dos familiares, até se esquecer que não foram eles que pararam de ajudar, mas de que a gente é que parou de pedir ajuda!

A independência é boa, sou a favor dela, mas voltar um pouco no tempo e depender em pequenos momentos é muito bom!

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Yes

When it started we had high hopes
Now my back’s on the line
My back’s on the ropes

When it started we were alright
But night makes a fool
Of us in daylight

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Eu me sinto cansada. Eu sinto que eu não vou conseguir levantar de manhã e fazer todas as coisas
 que tenho que fazer. Além disso, eu me vejo cobrada por todas as partes, em todas as horas, para fazer
todas as coisas. Quando tudo o que eu mais queria é que ninguém me pedisse nada; nem minha
opinião, nem para levar em nenhum lugar, nem para estar presente em um momento em que me
sinto ausente.
A vida, às vezes, parece pesada. Muitas coisas para pensar e fazer, e tenho a impressão de que
as coisas nunca vão acabar. Mas não adianta parar, porque elas vão se acumular.
Só que eu não aguento mais dormir pouco, ficar preocupada, responder a todas as demandas.
Cochilar nas horas vagas, estar sempre disposta, quebrar todos os galhos necessários. É sério, eu 
estou cansada.
E eu sei... they will never know.

"Lying on the roof counting
The stars that fill the sky I wonder if
Someone in the heavens looking back down on me – I’ll never know"

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Lembranças

Eu lembro quando eu era criança, que passava as tardes na casa da minha avó. Ela via Ra-tim-bum comigo de manhã e de noite, depois do almoço tinha Muppets. No resto da tarde eu desenhava enquanto ela costurava. Ou então, brincava de boneca e pedia para que ela fizesse uma roupa bem bonita para a Ligia. Quando cresci um pouco, ficava inventando histórias e tentando escrevê-las no papel.

Com meu avô, ficava em seu colo ouvindo tocar gaita. Era muito bom. Eu tinha uma também, que fazia de conta conseguir tocar que nem ele! A gente deitava para descansar depois do almoço e acordava com a vovó trazendo chá na mamadeira e bolinho de chuva.

Às vezes ele me levava para passear. Nós íamos até a banca, compravamos gibis, balas, e inventávamos quais seriam os nossos prédios na rua. Voltavamos para a casa e brincavamos de aeroporto. Ele sempre era o velho senhor chato da poltrona do lado!

Ah… não é à toa que eu sinto tanto a falta deles.

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Sunscreen

É como diz naquele vídeo Sunscreen, seus verdadeiros problemas aparecem em uma terça à tarde. No meu caso, era uma terça à noite.

Enquanto ainda me organizava com os pequenos afazeres cotidianos, toca o telefone. Saímos depressa. Começo a chorar e parece que não vou mais parar.

Na cruel espera por um diagnóstico, fico andando de um lado para o outro no hospital. Até que meu pai chega e propõe para nós darmos uma volta na rua. Nós vamos, e nessa volta eu comento o quão injusta é toda aquela situação.

É uma dor, com uma pena, com um quê surreal.

Eu tenho vontade de ir embora, de fugir de tudo, mas a única coisa que consigo fazer é ficar.

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I know this place. Eu sei o que você passou. Se não passamos por algo igual, foi muito muito semelhante. E agora que temos que nos afastar, depois de um laço feito com tanto cuidado, sofro um pouco. Um pouco porque eu queria conseguir dizer que eu sinto o mesmo, mas que com o tempo você vai aprender a lidar. Um pouco porque diferente de mim, você vai ser acompanhado agora, nessa idade que as coisas parecem mais nebulosas do que talvez qualquer outra idade da vida.

Queria conseguir dizer também que as pessoas vão dizer que você é inteligente, que você vai entender tudo, e que você vai conseguir elaborar. É verdade, mas não deixe elas fazerem disso uma desculpa para não te ajudarem. Sofrer parece inevitável, mas com certeza pode ser menos.

Eu sei que você sente e percebe tudo, mas que ainda é pequeno demais para conseguir dizer tudo o que sente. Mesmo assim, nunca deixe de sentir… Você ainda vai retomar essas sensações e construir toda sua história.

O caminho é longo e duro, mas nós estamos aqui.

“You must’ve fallen from the sky

you must’ve come here in the pourin’ rain

you took so many through the light

and now you’re on your own

and if you need somewhere to fall apart

some where to fall apart

(…)

I know this place”

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Entre morros e montanhas havia uma casa. Na verdade muitas, mas só uma se parecia com esta. Só uma era grande, ventilada e bonita assim. Ela ficava em um ponto alto em que era possível ver muitas outras. Ela tinha móveis bonitos e antigos, o que tinha a contribuir para a sua historicidade.

Ela era simples, assim como as pessoas que a habitavam. Ela fazia parte de muitas vidas: familiares, amigos, vizinhos. E agora, ela fazia parte da minha também!

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